Resenha: (Livro) Por que fazemos o que fazemos? – Mário Sérgio Cortella

Queridos leitores, estou muito feliz porque essa é a minha primeira resenha de um livro a ser publicada aqui no blog! Tenho feito bastantes resenhas em relação a filmes e séries, então faltava somente falar sobre livros para ficar com a coleção completa! rs Tenho muitos livros para comentar com vocês, mas a maioria eu já li e, bem, para resenhar, teria que ler novamente ou relembrar um pouco da história e de como eu me senti em relação à experiência, pois há meses e anos que não toco neles – em alguns casos, anos e anos…

O livro pioneiro dessa nova categoria se chama Por que fazemos o que fazemos?, do meu querido filósofo contemporâneo Mário Sérgio Cortella. Não se trata de um livro de histórias de lazer, e sim de “autoajuda”, de puxões de orelha e de conselhos para todos que possuem uma vida profissional ou pretende começar a seguir carreira. Aviso logo: é super recomendável!

== O LIVRO ==

 

Nome: Por que fazemos o que fazemos? Aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização.

Autor: Mário Sérgio Cortella

Editora: Planeta

Edição:

Sinopse: Bateu aquela preguiça de ir para o escritório na segunda-feira? A falta de tempo virou uma constante? A rotina está tirando o prazer no dia a dia? Anda em dúvida sobre qual é o real objetivo de sua vida? Em Por que fazemos o que fazemos? o filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella desvenda estas e outras preocupações com relação ao trabalho.

== O LIVRO E EU ==

Meu primeiro contato com o autor foi em 2016, quando uma diretora utilizou um vídeo de uma palestra do Cortella para poder dar início à reunião pedagógica. Fiquei surpreso com a facilidade de expressão e o modo como ele exprimia suas ideias de forma clara e simples. Aquela pessoa no vídeo falava de assuntos relevantes e cotidianos ao mesmo tempo que relembrava autores antigos e situações históricas. Não demorou muito para que eu passasse a admirar tal sujeito.

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Mário Sérgio Cortella, filósofo e escritor

Passei a assistir a alguns vídeos dele e, um belo dia, vi na internet um livro amarelo e preto e com um título interessante. Quando vi quem era o autor, fiz questão de comprá-lo com urgência. Porém, estava sem grana. Baixei o primeiro capítulo como amostra grátis na Amazon e o li. Sabe quando o autor conversa com você? É exatamente isso que aconteceu somente naquele primeiro capítulo. A vontade de ler o livro só aumentou… até que, em um outro belo dia, no shopping (onde sempre vou assistir filmes), mais especificamente nas Lojas Americanas, dou de cara com o livro! Agarrei ele e só o larguei depois de chegar em casa para lê-lo. E isso é algo que não me arrependo.

== O CONTEÚDO ==

Como dito na quarta capa, essa obra trata dos assuntos mais pertinentes e frequentes na vida de um trabalhador. Questões como Devo mesmo acordar cedo na segunda-feira?, Por que faço o que faço? e Qual o sentido de fazer isso? são tratadas de maneira precisas e relacionadas a outros temas recorrentes do mundo laboral.

O livro é dividido em 20 capítulos que são, em suma, os pilares do entendimento do ser humano como ser que trabalha e se sustenta. A cada capítulo lido, uma reflexão é trazida à tona e você se sente imerso à tamanha filosofia. É necessário ler, no máximo, dois capítulos por dia, de preferência com um intervalo de 5 horas entre eles para que você possa absorver totalmente a mensagem que está sendo passada e, portanto, tirar maior proveito do livro. Eu fiz assim. Claro, não pude deixar de fazer várias marcações no mesmo. Peguei meu lápis e comecei  a sublinhar as frases de efeito e as mensagens importantes. No fim, o livro ficou com aspecto de “lido e aproveitado”, o que me deixou bem satisfeito.

Vale ressaltar que esse material é digno de ser lido duas, três ou mais vezes. Não só porque ele é reflexivo e te faz pensar sobre questões vitais, mas porque há muita coisa a ser lembrada e inserida na nossa vida que não é capaz de fincar em apenas uma leitura. Se bater aquele desânimo, abra o livro aleatoriamente e você vai receber o conselho certo.

Bom, não há muito a ser dito sobre o livro, pois ele trata de reflexões e posicionamentos que somente o leitor poderá obter e refletir. É uma conversa única entre o autor e o leitor. É, portanto, super indicado! Para dar um gostinho a você, querido leitor, separei aqui algumas partes do livro que eu destaquei durante a leitura e que valem a pena serem pensadas – valer a pena mudou de significado por causo do livro…

Fiquem aí com elas e tenham uma ótima leitura!

O perigo é quando a rotina deixa de ser algo que me prepara para melhor para aquilo que estou fazendo e passa a ser algo no qual eu não presto mais atenção. […] Isto é, quando a repetibilidade se torna automatismo. Há uma diferença entre a rotina, na qual eu faço uma atividade notando a sequência correta e a completo, e a monotonia, em que a faço sem perceber. Nessa hora, a motivação falece. Seja qual for a profissão.

[…] A monotonia é a morte da motivação! (Cap. 4, p. 40)

 

No dia a dia de outras funções, no entanto, o que motiva alguém a ser professor, empresário, piloto, pai ou mãe? Aquilo que você deseja, que realiza, que o completa, aquilo que permite que você se reconheça. Eu me conheço naquilo que ajo.

Motivação é uma atitude interna. Quais são as minhas razões para fazer o que faço? A resposta revelará a fonte da minha motivação. (Cap. 7, p. 60)

 

Claro, todo mundo gosta de fazer o que gosta. Mas é preciso ter consciência de que no desenrolar da vida profissional, para fazer o que se gosta, é necessário passar por etapas não necessariamente agradáveis no dia a dia. O caminho não é marcado apenas por coisas prazerosas. (Cap. 10, p. 84)

 

É ótimo para um jornalista fazer uma matéria e vê-la publicada num jornal ou numa revista, mas o trabalho de apuração, acordar de madrugada, checar informações, receber vários nãos enquanto se procura fontes, tudo isso é desagradável. (Cap. 10, p. 88)

 

É gostoso estar num lugar onde muito se aprende.

Portanto, um ambiente que me faça crescer é encantador. (Cap. 17, p. 147)

 

Não é fácil sair todos os dias de manhã, arrumado e esperançoso, em busca de um trabalho e voltar à noite sem ele. Mas ficar em casa – por conta do esforço que se despende e da chateação que é enfrentar todas as etapas dessa busca – não compensa de modo algum. (Cap. 18, p. 154)

Curiosidade: para quem conhece o jeito de falar do Cortella, ao ler o livro, você sentirá como se ele estivesse falando com você, como se tivesse um vídeo sendo reproduzido na sua cabeça a cada palavra lida. A sincronia entre a escrita e afala do autor é impressionante!

== OPINIÃO ==

Como dito anteriormente, eu recomendo e muito a leitura! Tive a pequena sensação de que alguns assuntos foram repetidos no decorrer da leitura, mas nada que atrapalhe.

Se você está com problemas no serviço, com dúvidas ou insatisfações no seu labor, este livro irá dialogar com você. Pode até te fazer tomar atitudes radicais…

Não precisa se preocupar muito com a escrita difícil. Há uso de palavras difíceis, sim, mas nada que te impeça de compreender a mensagem. Do contrário, vai aumentar seu vocabulário.

O livro é fino e de material de qualidade. O papel é ótimo para riscar – fazer anotações à lápis – e as letras estão em fonte boa.

 


 

Espero que tenham gostado da minha primeira resenha literária! Não tenho certeza sobre qual será o próximo livro, mas garanto que será em breve!

 

Um forte abraço!

Jeferson Bastos

 

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4 comentários sobre “Resenha: (Livro) Por que fazemos o que fazemos? – Mário Sérgio Cortella

  1. Ótima resenha! Com certeza deu vontade de ler o livro. Achei muito interessante o trecho que diz que mesmo fazendo o que amamos, algumas coisas são chatas mesmo, mas faz parte (exemplo do jornalista).

    Curtido por 1 pessoa

  2. […] “O livro é dividido em 20 capítulos que são, em suma, os pilares do entendimento do ser humano como ser que trabalha e se sustenta. A cada capítulo lido, uma reflexão é trazida à tona e você se sente imerso à tamanha filosofia. É necessário ler, no máximo, dois capítulos por dia, de preferência com um intervalo de 5 horas entre eles para que você possa absorver totalmente a mensagem que está sendo passada e, portanto, tirar maior proveito do livro. Eu fiz assim. Claro, não pude deixar de fazer várias marcações no mesmo. Peguei meu lápis e comecei a sublinhar as frases de efeito e as mensagens importantes. No fim, o livro ficou com aspecto de “lido e aproveitado”, o que me deixou bem satisfeito.”… Leia mais em Ser Incógnito […]

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    • Boa noite!

      Gostaria de saber, primeiramente, quem são vocês. Dei uma rápida conferida no seu site e vi uqe tratam de livros e que possuem opiniões de diferentes fontes.

      Agradeço por terem utilizado minhas palavras e citado meu blog como referência, mas acho que poderiam pedir a minha permissão para tanto. A iniciativa foi boa, mas a forma foi inconveniente.

      Não quero que desfaçam nem retirem. Podem usar meu blog como referência em algumas postagens suas, mas que eu seja avisado com antecedência ou que me seja pedida permissão para tanto, por favor.

      E vamos aos livros!

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